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Cristão perseguido enfrenta risco de execução após ser preso no Irã

Um conhecido ativista político e cristão está correndo risco de ser executado após ser preso no Irã. Mohammad Nikbakht, que d...

Cristão perseguido enfrenta risco de execução após ser preso no Irã
Cristão perseguido enfrenta risco de execução após ser preso no Irã (Foto: Reprodução)

Um conhecido ativista político e cristão está correndo risco de ser executado após ser preso no Irã.

Mohammad Nikbakht, que deixou o Islã para seguir a Jesus, tem protestado contra a opressão do regime isâmico que governa o país.

Segundo o Conselho Nacional de Solidariedade do Irã, Mohammad foi preso em uma operação violenta em março deste ano, quando cerca de 200 agentes de segurança o detiveram em sua casa.

Desde então, ele está na Prisão Dastgerd, em Isfahan, na ala dos presos políticos. 

De acordo com a ONG Iran Human Rights, Mohammad foi ameaçado de execução, logo após seus dois irmãos, Hadi e Fazlullah, terem sido condenados à morte sob acusações de "corrupção na Terra". Esta acusação é usada de forma arbitrária para reprimir ativistas políticos contrários ao regime.

As condenações dos irmãos de Mohammad estão ligadas ao suposto envolvimento deles na organização de protestos contra o governo iraniano.

Os três irmãos já defenderam a realização de um referendo para decidir se o Irã deveria permanecer uma República Islâmica.

Mohammad Nikbakht já havia diso preso em várias ocasiões e chegou a ser baleado durante uma tentativa de assassinato.

Uma petição online foi feita para exigir a libertação do cristão. O documento apela à ONU, governos democráticos e organizações de direitos humanos e liberdade religiosa a "tomarem medidas imediatas e decisivas" para "garantir sua segurança imediata" e a "alertar publicamente as autoridades iranianas de que a vida de Mohammad Nikbakht deve ser protegida e que serão totalmente responsabilizadas por qualquer dano".

“A fé de Mohammad, combinada com seu ativismo, o torna especialmente vulnerável", afirma o texto do abaixo-assinado.

"O regime iraniano depende do silêncio para continuar seus abusos. Ativistas e minorias religiosas são frequentemente alvo isolado, longe dos olhos do mundo. O nome de Mohammad Nikbakht não deve desaparecer nesse silêncio. A atenção global pode salvar sua vida”, acrescentou.

A petição descreveu Mohammad como "mais do que apenas um ativista político e de direitos humanos iraniano; ele é um farol de esperança, uma voz corajosa pela justiça e um crente cristão cuja fé fortalece seu compromisso com a verdade e a dignidade humana".

Perseguição no Irã

O Irã é um país predominante muçulmano e o governo islâmico persegue os cristãos, proibindo igrejas, Bíblias e evangelismo. 

Líderes e cristãos descobertos podem enfrentar prisão e tortura, principalmente se deixaram o Islã para seguir a Cristo, já que renunciar ao islamismo é proibido pela Sharia (lei islâmica).

Apesar da forte perseguição, a igreja secreta continua crescendo no país, segundo um relatório do Article 18.

O Irã ocupa a 10ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas.

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